Thalita Monte Santo
Por Thalita Monte Santo
É jornalista e integra a redação da  Revista FHOX. thalita@fhox.com.br

História da fotografia autoral e a pintura moderna, de Claudio Edinger

Recebemos uma edição aqui na FHOX. Logo, tratei de ler com a atenção e o cuidado que a obra merece

por Revista FHOX Publicado há 7 dias atrás | por Thalita Monte Santo

A história da fotografia até aqui, em si, está cheia de objeções e controvérsias. A mais concreta afirmativa dentre toda linha do tempo é que a pintura foi a primeira (e talvez mais afetada) arte a sofrer com seu impacto, em meados de 1839.

As imagens, que até então levavam meses para serem concluídas por pintores, passaram a ser registradas em alguns minutos pela nova invenção de registro: a câmera fotográfica. Desde então, o papel da fotografia dentro do cenário artístico vem sendo discutido.

Talvez seja imaturo falar, mas a fotografia foi responsável pelos rumos que tomaram as artes plásticas também. Foi a partir da fotografia que o Realismo e, inserido nele, o Impressionismo – um movimento voltado à compreensão da luz – se desenvolveu dentro da ciência óptica.

Buscando reunir informação, comparações entre pintura e foto e apresentar trabalhos de diferentes fotógrafos, o escritor, professor e fotógrafo Claudio Edinger publicou História da fotografia autoral e a pintura moderna (Ipsis, 2019). Recebemos uma edição aqui na FHOX. Logo, tratei de ler com a atenção e o cuidado que a obra merece.

História da fotografia autoral e a pintura moderna
Foto: Thalita Monte Santo

Fica claro que a pesquisa do autor não se intimida e apresenta ambição a nosso meio cultural em relação à imagem. Sua afirmativa central (e talvez a mensagem que Edinger queira passar) é perceptível: não existe uma história da fotografia, mas sim interpretações.

A obra – resultado de apuração, anotações e um compilado de portfólios selecionados -, é um prato cheio para quem quer conhecer o trabalho de diferentes fotógrafos e artistas.

Sua produção não foi uma ideia de agora. Ele estava sendo pensado e planejado desde 1996, quando Edinger voltou ao Brasil depois de uma longa temporada nos Estados Unidos. Em 2009 começou a pautar suas questões nas redes sociais iniciando, assim, o conjunto ora publicado.

História da fotografia autoral e a pintura moderna

Em quase 400 páginas, o livro traz um trabalho de catalogação de fôlego. São mais 600 ilustrações, cerca de 350 fotógrafos e pintores, que também incluem movimentos ou escolas cadastrados no índice remissivo. Destes pouco mais de 60 são autores brasileiros ou atuantes no Brasil.

Os fotógrafos, desenhistas e pintores, cujas criações espelham de uma forma particular quem são, foram escolhidos por serem autorais. Cada escolha, segundo o autor,  representa sua preferência pessoal. O critério foi a originalidade de cada trabalho, acreditando que isso possa ser um ponto de partida para se criar referências.

História da fotografia autoral e a pintura moderna
Foto: Thalita Monte Santo

Outro ponto interessante da obra, e que vale ser destacado, é que ela não privilegia somente pintores e fotógrafos, mas traz análises curtas de pensadores próximos a fotografia.

É um excelente livro para quem busca por direcionamento e amparo literário, no que diz respeito a história da imagem. Está à venda pela Ipsis, através do email pub@ipsis.com.br, e vem autografado pelo autor. Além disso, pode ser enviado para todo o país.