Por Nicolau Piratininga
É formado em Comunicação Social pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e entusiasta da fotografia. Realizou diversos cursos de especialização em artes e em fotografia, além de atuar em projetos paralelos de registros fotográficos da cidade de São Paulo. Foi gerente da divisão Conservart da empresa Molducenter, especializado em montagens de materiais Fine Art. Possui expertise em acondicionamento, conservação e restauro de acervos em papel. Em 2014 tornou-se o primeiro latino americano a obter o certificado Guild Commended Framer pela Fine Art Trade Guild na Inglaterra de emolduramento de obras de artes.  peixeseco@gmail.com

Entregando um Problema

Vamos falar sobre a união dos mercado de fine art e de molduras

por Revista FHOX Publicado há 4 semanas atrás | por Nicolau Piratininga

Nos últimos anos cada vez mais o mercado de impressores fine art e o de moldurarias vem convergindo para um mesmo caminho. Do recebimento do arquivo da fotografia digital para o quadro pronto.

Os impressores perceberam que ao entregar uma impressão para o cliente estavam lhe entregando um problema e que, muitas vezes, os passos seguintes com a impressão resultavam na perda desse cliente, que tinha muita dor de cabeça em receber o trabalho final montado. Ele sai do printer com um tubo na mão sem saber o que fazer ou para onde levá-lo, correndo vários riscos de danificar uma impressão de alto valor.

Ao mesmo tempo, os moldureiros constataram que seu público está cada vez mais entrando na loja com um trabalho embaixo do braço ao invés de procurar por algo já pronto. Recebem um cliente exigente com um trabalho de risco alto e alto custo caso aconteça algum problema durante a montagem.

fine artTrong Nguyen /Shutterstock

 

A solução que ambos profissionais vêm encontrando é a junção dos dois serviços. Nada contra essa convergência, porém o grande perigo é o simplismo do que é oferecido. Apesar dos dois mercados viverem de prestar um serviço de mão de obra especializado, ambos acabam criticando e simplificando o trabalho um do outro.

O impressor acha que o passo seguinte é só colocar uma moldurinha qualquer que está pronto, o moldureiro acredita que é só apertar um botão, que o trabalho aparece no papel. Essa visão reducionista é um erro muito comum e coloca o mercado todo em baixa e tudo apenas numa discussão: de quem tem o melhor preço.

Claro que existem exceções. Há aqueles que se dedicam e buscam a excelência em todas as etapas do processo, que sabem que enquanto o quadro não estiver pendurado corretamente na parede do cliente, tudo aquilo ainda é um problema para ele.