Blog do Léo
Por Leo Saldanha
É publisher da FHOX e também responsável pela Escola de Negócios FHOX leo@fhox.com.br

E quando a Covid-19 passar?

Um dia vai acabar o isolamento. As pessoas vão sair de novo, sem preocupações. Os eventos retornarão. Você vai sair para trabalhar normalmente? Talvez para fotografar ou quem sabe para reabrir sua loja de foto ou estúdio. Ou talvez para liderar o laboratório profissional que você administra. Uma hora vamos retornar. Quando? Quem arrisca? Mas um dia retorna.

por Revista FHOX Publicado há 5 meses atrás | por Leo Saldanha

Qual será a sensação do primeiro casamento depois de tudo isso? Das pessoas festando, dos casais mais empolgados. Ou será que ainda teremos algum cuidado? Ou será que as pessoas serão mais comedidas? Convidados vão reagir diferente? Nas festas de aniversários, nas formaturas, nos batizados, nas sessões newborn. Será que a fotografia de família será mais valorizada após tudo isso? E os pets? E a fotografia de esportes? Com jogos olímpicos adiadas, campeonatos vão voltar e como será o trabalho dos fotojornalistas nesses eventos esportivos? E o clima geral?

Quando todos vão retornar? Não sei, mas uma hora vai voltar. A pergunta melhor talvez seja nesse instante pode ser outra: você vai estar preparado? não do ponto de vista só de negócios, mas na parte humana mesmo. Creio que as implicações serão muito maiores no comportamento geral.

O marketing vai mudar? Deveria. Pois é provável que as pessoas mudem a forma de ver as marcas e como lidam com o consumo. Isso vale para fotógrafos, marcas e para todos nós. O que importa mesmo? Um marketing mais humano, com cuidado. Aliás, esse será o principal fator pós-covid. Teremos um apreço pelo contato? O relacionamento mais próximo? Será que veremos sessões especiais pós-coronavírus? Será que teremos ensaios especiais com os avós e pessoas em situação de risco? Quando tudo passar as sessões fotográficas vão ganhar outra dimensão? Um fotógrafo mais pessoal será tão importante quanto ser profissional.

É tempo de reflexão. De perguntas. O que posso fazer agora? Como vou me reinventar? Como vou sobreviver se tiver tão apertado? E as pessoas que dependem de mim? Quanto tempo vai durar?

Me parece que nada será igual mesmo. É óbvio ou não? Pois quem arrisca dizer o que virá pela frente? É fato que essa é a chance para muita gente se reposicionar. Não em termos de mercado apenas, mas como opção de um novo posicionamento de vida. Você pode aproveitar esse momento para tanto. Talvez seja uma obrigação, questão de sobrevivência. A fotografia depende do mundo real. Das vivências e das pessoas vivendo mais. Curiosamente as famílias talvez tenham estoques de memórias esquecidas. Estão nos smartphones, HDs, na nuvem e nas redes sociais. Quem sabe agora terão tempo de sobra para separar o que imprimir. Quem vai organizar e imprimir essas fotos?

O cenário é desafiador. O que vai acontecer? Não tenho a resposta, mas vai ocorrer um desfecho em algum momento. As pessoas vão parar de fazer eventos depois que tudo passar? Eu acredito que muito pelo contrário. E como ganhar dinheiro agora? Eu vejo por aí (no Brasil e lá fora) gente fazendo algo. São empreendedores da fotografia que não está esperando. Estão se preparando, de forma criativa. E em alguns casos pensando em produtos. Curiosamente a foto impressa será fundamental nesse processo.

O que você pode fazer? Ou melhor, essa é uma pergunta que você tem de fazer para si mesmo: O QUE EU POSSO FAZER? Tem gente se ajudando, pedindo ajuda e agindo. Um dos sinais mais claros são iniciativas de união. Só que também vejo os que já falam em abandonar…vai fazer o que como alternativa? Entendo a decisão de cada um. O caminho de cada um tem seus próprios desafios específicos. A única coisa que temos (quase sempre) em comum é uma só: amor pela fotografia. Não, isso não paga contas…mas já ajuda muito. Estamos precisando de criatividade e reinvenção. Usar essa paixão de combustível já pode ser um belo impulso para começar.

É tempo de resetar o sistema. Só assim para encarar tudo. De rever o seu negócio, a forma de fotografar e lidar com clientes, trabalhos e criatividade. Encarar como oportunidades nesse reset mundial.

É isso ou aceitar que é uma praga e colocar a culpa no destino. Vai ajudar agir assim?

Mais hora ou menos hora vamos retornar. Vai acontecer, só não sabemos como vai acontecer! Logo teremos o primeiro dia de retorno das atividades (presenciais). O primeiro aperto de botão (e de mão). O primeiro álbum que chegará depois que passar tudo isso. As primeiras fotos que serão impressas. O encontro com clientes, fornecedores e colegas. Vai ser igual como era antes (?). Eu não sei. Só tenho a sensação de que será muito mais humano do que antes. E isso será muito bom para a fotografia.

Leia também: Semana de Apoio e Suporte na Fotografia.