Blog do Léo
Por Leo Saldanha
É publisher da FHOX e também responsável pela Escola de Negócios FHOX leo@fhox.com.br

As 10 coisas que aprendi com a Escola de Negócios FHOX

Tive um grande aprendizado com os participantes dessa atividade única que a FHOX desenvolveu em 2017. A versão 2018 promete será uma evolução graças a esses ensinamentos

por Revista FHOX Publicado há 2 anos atrás | por Leo Saldanha

Em 2017 encaramos o desafio de criar uma iniciativa educacional distinta do que é feito no mercado. A diferença da Escola de Negócios FHOX é que não se trata só de um workshop pois cada participante recebe conteúdo personalizado (caso a caso) com visão de negócios e tendências na fotografia. Foi uma experiência tão rica que decidimos evoluir o formato para 2018. Algo natural, porque foi grande o aprendizado com as turmas de 2017. Decidi compartilhar 10 lições com o que vimos na Escola de Negócios 2017.

1 – Todos querem se diferenciar – Só não sabem como. E muitas vezes a resposta está muito próxima e pode envolver os sonhos e aquilo que a pessoa curte fazer por prazer. Esse é um ponto comum em quase todos os participantes. Dessa vivência que tivemos aqui ficou claro que o fotógrafo ou empreendedor quer oferecer algo único e quer sentir prazer com o trabalho que faz na fotografia. Bom porque é uma demanda que está alinhada com as novas possibilidades de personalização. Seja de serviços ou produtos e na venda de experiências. Nunca tivemos tantas opções de diferenciação. Só é curioso que na mesma medida que cresceram as opções aumentaram junto as dúvidas do que fazer…

2 – Ouvir, debater e repensar – Os fotógrafos querem ajuda. Querem ouvir os problemas práticos dos outros e darem suas visões pessoais. Foi muito enriquecedor ver a troca entre os participantes em cada turma. Normalmente um tem muito para aprender com o outro. Aqui fica evidente a força dessa nova fase colaborativa. Isso ocorre tanto no ambiente on-line, nos eventos quanto nos encontros informais. Nosso ramo é muito carente desse tipo de troca de informações. Justamente por isso que os eventos seguem bombando. Lembrando que a rotina de quem trabalha com fotografia, sobretudo fotógrafos, é muito solitária.

3 – Vender é difícil – A maioria tem dificuldade com vendas. Existe o antagonismo entre ser criativo e vendedor. É como se o profissional não pudesse ser as duas coisas. Só que existem ferramentas e caminhos para equilibrar os dois (vendas e criatividade) de forma balanceada. Aqui vemos o óbvio, vender não é fácil não só na fotografia, mas em qualquer profissão. Trabalhar com que se gosta não necessariamente facilita esse trabalho. Se existe treinamento para melhorar a fotografia, logo existe a mesma trilha para aprender a vender. O caminho mais comum é baixar preço e dar em excesso para garantir o cliente. O que ficou claro disso é que a venda deve fazer parte do todo. Do primeiro contato do cliente até o acompanhamento da família em contatos futuros. E isso é muito desafiador.

 

4 – Reposicionamento – Saber se reposicionar e se reinventar é fundamental. O segredo é fazer isso quando temos condições quando tudo parece perfeito ou está em ordem. A história clássica do zig e do zag. Quando todo mundo faz zig é hora de dar um zag. Aqui entendemos que não é nada simples se reposicionar sem ajuda de alguém de fora. É por isso que coachings e consultorias seguem com tudo (não só na fotografia). Embora tenhamos muitos mestres na fotografia ainda faltam líderes (tomara que isso mude). Boa parte dos alunos que tive em 2017 estavam em boas condições e entenderam que a reinvenção é um processo contínuo. Ou seja, você vai ter que se acostumar a aprender para sempre.

5 – A questão do preço – Vender é um problema porque não sabemos cobrar. Entender a diferença entre valor e preço. A frase clássica do Oscar Wilder é perfeita: as pessoas sabem o preço de tudo e o valor de nada. E como é difícil saber quanto cobrar. Aqui entendemos que hoje também existem ferramentas para cobrar direito e que adicionar valor envolve personalização e relacionamento. E que não, não é fácil. Em especial porque vivemos em uma era de abundância de imagens, de profissionais em competição acirrada em todas as áreas. Logo, correr para o preço é o caminho que parece mais fácil e quase sempre também leva a não ter impressão. Uma combinação que tende a levar ao fim dos negócios e que se continuar assim vai acabar com o mercado. Ainda bem que boa parte dos participantes valoriza e quer imprimir cada vez mais. Talvez um bom caminho para começar seja: quanto você pagaria pelo serviço ou produto que você vende? Ele te parece valioso e especial?

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6 – O novo marketing integrado – Não faz mais sentido falarmos em marketing on e off. Está tudo integrado. Afinal, o cliente tem uma câmera e um computador no bolso e a comunicação tem que ser feita toda para esse dispositivo. Vimos que o vídeo é a moeda forte para quase toda a comunicação e que saber usar a força do conteúdo e das notícias sobre seu negócio é uma poderosa ferramenta de vendas. Só não dá para esquecer das parcerias e da presença física em todas as suas formas de divulgação. Aqui vimos que poucos fazem esse trabalho que une as duas frentes. A onda é de se fazer tudo voltado só para o on-line e muitas oportunidades se perdem no caminho. Entender que curtida e número de seguidores não paga as contas é sempre bom…

7 – Planejamento estratégico – Se é difícil vender então imagine entender os movimentos do mercado. Entender para onde as tendências estão levando o ramo. Como estão e para onde vão os concorrentes e o comportamento dos clientes. O que vai bombar e o que devo investir? Aqui aprendemos que existem muitas (muitas mesmo) oportunidades de ganhar dinheiro com fotografia. E que as transformações tecnológicas e mudanças de comportamento e a crise trazem sim chances concretas de ganhar espaço e faturar mais com fotografia. E como fazemos isso? Com dados, pesquisa e informações. Não podemos seguir para uma rota sem dados do terreno e das condições gerais do mercado. Dados só servem se fizermos uma leitura. Então é a mistura entre informação e conhecimento. Contextualizar para indicar soluções.

8 – Produtos e impressão – Ficou claro que os fotógrafos querem fazer coisas diferentes em termos de produtos impressos. Mas acabam não fazendo por falta de conhecimento e oferta (e também por acomodação). Muitos participantes mostraram que buscam produtos personalizados e tem desafios específicos. Parece que muitas marcas ainda não entenderam que quem vive da fotografia está disposto a gastar mais se houver algo realmente distinto, único. Claro, também existem aqueles que só buscam preço. Ainda bem que não foi esse o perfil que vi aqui na Escola de Negócios FHOX.

9 –  A crise faz a gente se mexer. Todos observam a crise, mas praticamente não vi ninguém muito preocupado com a crise. O que vi é gente disposta a trabalhar e que também quer se reconhecida e virar referência. Mas pelos motivos certos, querem reconhecimento pelo trabalho bem feito. Todos os participantes querem ser referência (e alguns dos que participaram aqui já são). Notei aqui que a crise ofereceu uma oportunidade real de transformação. A história da oportunidade a partir da crise é real e vimos isso claramente entre os participantes.

10 – Preciso de um propósito – As vezes escolhemos algo por necessidade. Outras vezes por paixão. E certas ocasiões é mistura de um pouco de tudo isso. O que vi aqui foram casos de pessoas que estão buscando reencontrar a paixão pela fotografia ou encontrando novas formas de trabalhar. Todos os participantes entenderam (eu também) que não saber onde queremos chegar é complicado. Das metas, dos objetivos e dos sonhos. Aqui entra a importância de se criar um mapa bem definido para conseguir chegar onde queremos. E o mais importante: sem colocar o propósito  no papel e sem definir metas e objetivos ficará difícil. Ainda bem que fizemos isso nas nossas atividades e espero que isso traga bons resultados para quem participou da Escola de Negócios FHOX.

No dia 17 de fevereiro teremos a primeira turma da Escola de Negócios FHOX. Agora na versão 4.0. E o que isso quer dizer? Não, não é um termo bonitinho para vender curso. Fiz um estudo do que tivemos nas aulas de 2017 e desenhei uma nova abordagem baseada no sistema de aplicação do Marketing 4.0. Pensar o marketing e os negócios como uma trilha que começa em apresentar a sua marca e que termina com a fidelização do cliente. Mais do que isso, entender o novo comportamento dos consumidores. A ENF 4.0 (Escola de Negócios FHOX) prevê atividade on-line individual e presencial em grupo. Um espaço sério para você se aprofundar, reposicionar ou melhorar seus negócios na fotografia. Veja as informações abaixo e entre em contato. Pode ser por email (leo@fhox.com.br) ou atendimento@fhox.com.br ou no telefone: 11-2344-0810

>> Escola de Negócios FHOX 2018

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