A tendência das câmeras sem tela (conectadas)

O mercado de câmeras está mudando rapidamente. Transformações e inovações interessantes que devem prover novas experiências para os fotógrafos e entusiastas

por Revista FHOX Publicado há 3 semanas atrás | por Leo Saldanha

Ultimamente as notícias sobre câmeras indicam muitas novidades e um rumo certo. A começar pela Photokina, pois a última edição da feira (maior do mundo da fotografia) que ocorreu na Alemanha em setembro passado deixou claro que o futuro é das mirrorless. Mas o que me chamou a atenção mesmo é a tendência das câmeras sem tela e conectadas. E também das câmeras sem entrada de cartão de memória. A ZX1 da Zeiss mostrou a convergência em um modelo poderoso e já com Lightroom integrado. Sem cartão de memória, mas com espaço para milhares de fotos na memória interna. Conectada, ela envia tudo para nuvem (é traz o CC da Adobe).

Contudo, o que os lançamentos recentes mostram é mais uma tendência. Das câmeras sem tela de LCD (ou OLED). Modelos novos lançados pela Leica, Pixii e até em câmera analógica (Polaroid OneSTep+) comprovam esse caminho.

 

A Leica M-10D é full-frame e sem tela. Tem entrada de cartão de memória, mas pode ser controlada remotamente via app FOTOS da Leica. A ideia aqui é tornar o aplicativo a tela do aparelho. Na verdade, isso obriga o fotógrafo a usar o app e combinar smartphone com uma poderosa câmera. Pixii (uma startup francesa) fez o mesmo com um aplicativo exclusivo e sem tela no aparelho. A câmera rangefinder aceita lentes da série M da Leica.

E no caso da Polaroid OneStep+, o usuário usa a câmera analógica instantânea em combinação com o app da câmera. Com o aplicativo, ele consegue enviar as fotos também para as redes sociais e criar efeitos como dupla exposição ou longa exposição ou light painting.

Ou seja, a câmera fica híbrida sendo ao mesmo tempo digital e analógica com fotos impressas na hora. O fato é que as câmeras e a fotografia estão caminhando para combinações inovadoras.

Veja o exemplo da Instax SQ20 que filma e fotografa e gera fotos impressas a partir de vídeos curtos. A indústria de câmeras parece ter acordado para uma realidade. Que não dá para vencer os smartphones, mas que certamente dá para usar eles como aliados. Tornando a tela do dispositivo móvel uma extensão da câmera.

Enquanto isso, os fabricantes de smartphones lidam com a saturação do mercado e com avanço mais lento do número de aparelhos. As pessoas comprando e trocando menos de smartphone. Deve ser por isso que as marcas como Samsung, Apple, Huawei e outras investem em múltiplas lentes e sobretudo na fotografia computacional. Aliás, foi tema de um post recente do ótimo site TechCrunch de tecnologia que diz que o futuro da fotografia é programação e código. Que o avanço e revolução fotográfica vai se dar no software e não no hardware. Algo que eu concordo totalmente.

Aproveite para ouvir meu episódio do FHOXCast sobre essa tendência clicando aqui:  FHOXCast câmeras sem tela e conectadas

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