Blog do Léo
Por Leo Saldanha
É publisher da FHOX e também responsável pela Escola de Negócios FHOX leo@fhox.com.br

A importância do marketing

por Revista FHOX Publicado há 2 anos atrás | por Leo Saldanha

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Nessa semana fizemos aqui na FHOX a primeira iniciativa da Escola de Negócios. Um dos pontos mais comentados foi a importância do marketing na fotografia. A boa e velha arte de atrair e manter clientes. Você pode ser um grande artista, mas caso não venda…vai sobreviver como?

Primeiro existe um estereótipo em nosso mercado. Reza a lenda que se você é bom de marketing, não pode ser bom na parte artística. Ou vice-versa. Algo que pode ser rebatido com um argumento simples. Poder vender e trabalhar com fotografia é uma vantagem. Vender emoção é frase batida, mas faz todo o sentido. As próprias marcas do mercado sempre fizeram isso. E desde o comecinho…

Cena clássica da excelente série Mad Man. A força da nostalgia.

A Kodak estabeleceu o conceito de marketing no mercado fotográfico. George Eastman criou roadshows que viajavam pelos Estados Unidos (depois Europa) para promover e estimular a fotografia. Marketing em eventos e depois com forte divulgação em revistas, jornais, etc. O alvo da marca era um só: mulheres, mães e famílias. A fotografia deixava de ser algo de poucos e ricos. Muitas vezes tenho a impressão que isso se perdeu em boa parte das marcas do nosso mercado…

O fato é que a comunicação evoluiu para caminhos impensáveis…como esse vídeo abaixo demonstra claramente. Publicado nas redes sociais e com bons resultados.

A Polaroid (quando começou) apostou forte na ideia de que o design vende, de que produto bom não precisa de marketing. O boca a boca vende. Se for muito bom vai atrair mídia espontânea e vai vender mais ainda. Isso aconteceu de fato…a primeira vez que Edwin Land demonstrou a fotografia instantânea, foi um case com intensa cobertura da mídia norte-americana e internacional. Depois atraiu artistas renomados que viraram embaixadores Polaroid. Ansel Adams e Andy Warhol eram mais do que garotos propaganda, eles usavam os produtos de verdade e metiam o bedelho na melhoria dos produtos da marca. Criavam arte com a tecnologia que a Polaroid melhorava para eles. Land (dono e fundador da Polaroid) depois percebeu que produto bom também precisa de marketing e começou a divulgar os produtos em meios de massa.

Ter artistas respeitados e que usam o equipamento de forma real é crucial para uma campanha autêntica. Outras marcas entenderam isso. A Fujifilm é um bom exemplo. David Alan Harvey tem um trabalho reconhecido e respeitado. Fotógrafa Magnum e usuário da marca.

Relembrar serve para a gente entender algo claro. Tecnologia e arte oferecem uma poderosa combinação. Foi assim com as marcas da fotografia e é assim hoje para a marca mais valiosa do mundo…a Apple. Digo isso porque vi esse vídeo hoje e fiquei impressionado com a sensibilidade em transmitir o real apelo de se trabalhar com fotografia. Arte e tecnologia. A força da memória.

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