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Rio de Janeiro recebe a exposição “Sankofa: Memória da escravidão na África”

A Caixa Cultural do Rio de Janeiro apresenta, de 18 de outubro a 22 de dezembro, a mostra “Sankofa: Memória da Escravidão na África”, resultado da viagem afetiva do fotógrafo e designer gráfico Cesar Fraga, que percorreu nove países africanos para investigar suas próprias origens e descobriu aspectos ligados à ascendência de milhões de brasileiros.

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A exposição reúne 54 fotos impressas em papel algodão, conta com textos sobre as características de cada país visitado e traz o mapa africano plotado no piso da Galeria 1. Sobre os nove países, totens multimídia exibem imagens das cidades percorridas pelo fotógrafo, num total de 250 itens. A coluna central da Galeria será coberta por uma imagem gigante do Oceano Atlântico, e os visitantes poderão colocar mensagens dentro de garrafinhas plásticas e jogá-las dentro de uma gaveta de acrílico colada a esta parede, como se fossem lançadas ao mar. Estas mensagens serão entregues posteriormente a crianças dos países africanos contemplados na exposição.

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Origens:

Sankofa é um mítico pássaro africano de duas cabeças, que, segundo a concepção nativa, simboliza voltar ao passado para dar outro sentido ao presente. A proximidade cultural entre o Brasil e os países africanos que comercializavam escravos foram os fios condutores que levaram o fotógrafo César Fraga a se lançar à aventura de investigar as próprias origens. O tráfico humano, os perigos e as desventuras da saga de captura até o início da viagem dramática dos aprisionados às terras brasileiras, passando por hábitos, crenças, mitos, misérias e riquezas dos povos locais – foram muitos os estímulos para experiências sensoriais, emotivas e, também, espirituais.

Sankofa: Memória da Escravidão na África” é o resultado dessa busca, que trouxe registros socioculturais ainda intactos daquele que é um dos episódios de deslocamento forçado mais violentos do mundo. A exposição foi montada com fotografias do livro Do Outro Lado, que resultou da expedição de Fraga, documentando a cultura e o cotidiano das localidades visitadas e, por vezes, sua correlação próxima com os hábitos no Brasil numa perspectiva contemporânea.