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Primeiro Museu da Fotografia do Brasil traz imagens de grandes nomes mundiais

A partir deste sábado, 11, o Museu da Fotografia abre as portas para a visitação do público, trazendo um acervo com 440 das mais de 2 mil imagens colecionadas pelo empresário cearense Sílvio Frota. São cliques de alguns dos maiores nomes da fotografia, como Henri Cartier-Bresson, Steve McCurry e Cindy Sherman.

[media-credit name=”Steve McCurry” align=”aligncenter” width=”800″]Steve McCurry[/media-credit]

A icônica Sharbat Gula, a menina afegã fotografada por Steve McCurry e capa da National Geographic de 1985, tem 25 originais espalhados pelo mundo e um deles foi o primeiro item comprado por Frota para começar a coleção. O visitante também poderá conferir um dos cliques mais conhecidos de Bresson, o do homem pulando uma poça.

O objetivo do museu, segundo Frota, é aproximar as pessoas da fotografia, mesmo as que não têm intimidade com a arte. Para isso, o curador Ivo Mesquita (ex-Pinacoteca de São Paulo) organizou as imagens de modo que elas não pareçam individualizadas, mas sim contem uma história. “Quando pensamos no museu, pensamos no que a gente precisaria para que as pessoas se interessassem. Se você está em um museu e vê várias fotos fora de contexto, você passa por elas sem perceber que ali tem uma história, mas quando você expõe uma sequência do tema, você revela uma narrativa”, diz Frota.

Saiba mais:

O primeiro andar do prédio terá o revezamento de exposições temporárias com mais de duas mil fotografias da coleção que abrange 200 anos de história. Nos outros dois andares, o visitante irá conhecer as exposições permanentes, com o último piso dedicado às imagens do Norte e Nordeste brasileiro. O espaço conta também com auditório para palestras e oficinas, livraria temática e café.

[media-credit name=”Divulgação” align=”aligncenter” width=”800″]museu2-620[/media-credit]

Além do museu

Outra proposta é levar a fotografia para além do prédio que abriga o museu. “Contratamos um educador para levar o Museu às comunidades e as comunidades para dentro do Museu. Vamos dar cursos pra eles, eles vão fazer exposição dentro da comunidade e depois vamos trazer os melhores para uma exposição.”

Em uma segunda etapa, conta o colecionador, ainda sem data definida, as imagens estarão disponíveis para a população do interior do Ceará. A ideia é disseminar as imagens. “Não era justo eu ter uma coleção dessas e ninguém ter acesso. Tem fotos que eu sei que as pessoas têm, mas eu não tenho acesso, não acho justo, a foto tem que ser disseminada. Nós começamos o museu por aí, pensando no espaço para as pessoas terem acesso.”