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Pierre Verger – Percursos e Memórias

Festa da Ribeira, em Salvador (1959): foto de Pierre Verger Pierre Verger/Divulgação

Instituto Tomie Ohtake de São Paulo traz exposição grátis sobre fotógrafo Pierre Verger

Uma mostra com mais de 300 itens. Desde fotografias até cadernos de viagens e outros documentos. A exposição Pierre Verger – Percursos e Memórias é uma parceria do Instituto Tomie Ohtake, a Fundação Pierre Verger, a Fundação Bienal de São Paulo e, como parte da rede da 34º Bienal de São Paulo. A exposição tem curadoria de Priscyla Gomes, curadora do Instituto Tomie Ohtake e Alex Baradel, curador da Fundação Pierre Verger. 

Por se tratar de um recorte e material inéditos, a dupla de curadores traz novas leituras à produção desse fotógrafo expoente. Com base numa imersão em seus arquivos, anotações, registros e escritos, a mostra é a primeira a apresentar Pierre Verger como fotógrafo, pesquisador, etnógrafo e líder religioso.

Pierre Fatumbi Verger
Samba, Salvador, Brasil, 1946 – 1953
©Fundação Pierre Verger

Fotógrafo por excelência, Pierre Verger aprendeu o ofício da fotografia aos 30 anos e, ao longo da carreira, a dedicação e minúcia no conhecimento de povos e culturas que lhe interessavam foi tamanha que se alçou à condição de antropólogo e etnógrafo. Iniciou sua obra em 1932, quando decidiu unir a expertise que havia adquirido na fotografia com sua vontade de viajar para conhecer e registrar outras pessoas e lugares; partiu levando como única bagagem uma máquina fotográfica Rolleiflex. 

A articulação entre imagem, escritos e uma extensa pesquisa resultou em um panorama vasto, desconhecido do público que, recorrentemente, se aproxima de Verger por intermédio de suas fotografias mais icônicas. Entre 1932 e 1970, foram décadas de viagens ao redor do mundo, passando pela Europa, Ásia, América e Oceania.

Pierre Fatumbi Verger
Rapa, Polinésia Francesa, 1933
©Fundação Pierre Verger

Os núcleos pelos quais se divide a exposição propõem-se a contar as diferentes viagens de Verger, utilizando esses percursos para narrar como o artista tornou-se pioneiro em muitas de suas abordagens sobre fotografia, no registro e investigação dos locais aos quais visitava e na sua forma de estabelecer diálogo com as diferentes populações. Cabe especial destaque, o ano de 1946, que marca sua chegada ao Brasil, um trajeto que resultaria numa longa permanência e na descoberta de um universo que mudaria em definitivo sua vida. Sua chegada deu início à sua pesquisa afro-americanista e africanista, que propiciou importantes desdobramentos na sua trajetória. Verger passou a registrar também por escritos as informações coletadas em suas viagens entre o Brasil e a África. É nesse universo que o fotógrafo e etnógrafo concentrou seus estudos, dedicando décadas de sua vida às culturas iorubá e fon, além de suas diásporas religiosas.

Com informações de ITO

Instituto Tomie Ohtake – Rua Coropés, 88, Pinheiros, ☎ 2245-1900. Terça a domingo, 11h às 20h. Grátis. Até 21 de novembro.