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Exposição de Claudia Andujar chega a Lisboa

O trabalho mais reproduzido da fotógrafa Claudia Andujar vai conquistar terras lusitanas. A exposição do Instituto Inhotim “Claudia Andujar – Visão Yanomami” será montada no Arquivo Fotográfico Municipal de Lisboa, dentro da programação do evento Passado e Presente – Lisboa, que comemora o fato de que a cidade é a capital ibero-americana de cultura de 2017. A mostra, que conta com 40 fotografias, fica em cartaz de 11 de fevereiro a 15 de abril.

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“A ida dessa exposição para Lisboa é um convite do curador António Pinto Ribeiro, que esteve no Inhotim e conheceu a obra de Claudia. Essa é uma oportunidade interessante, porque ela é uma fotógrafa e artista ainda pouco conhecida em Portugal”, comenta Marta Mestre, curadora do instituto de arte contemporânea.

A exposição de Lisboa é apenas um recorte da obra de Claudia, artista que dá nome e ocupa o segundo maior pavilhão do Inhotim, de 1.600 m², que exibe mais de 400 imagens realizadas pela artista entre 1970 e 2010 na Amazônia brasileira, além de outros trabalhos pautados pela profissão que Claudia exerceu durante anos como repórter fotográfica.

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“A curadoria do Inhotim selecionou 40 fotos que mostram o primeiro contato da fotógrafa com o povo Yanomâmi e revela o deslumbramento da artista com aquela chegada. Por isso, decidimos intitulá-la ‘Visão Yanomami’ para mostrar esse cartão de visita da obra de Claudia”, afirma a curadora.

Visão Yanomami

Foi elaborada a partir de fotos feitas pela artista para os cadastros de saúde utilizados pelas equipes de vacinação da região, numa tentativa de proteger os índios da dizimação por doenças até então desconhecidas por eles, como sarampo e poliomielite.

Sobre Claudia Andujar

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Nascida na Suíça, Andujar morou em diversas cidades, fugindo da perseguição nazista. Em 1955, ela se mudou para o Brasil, onde deu início a sua carreira como fotógrafa, trabalhando para diversas publicações. A convite da revista “Realidade”, ela embarcou para a Amazônia em 1970 para trabalhar em uma edição especial sobre a região. Ao longo dos anos, ela registrou o ambiente, as tradições e o contato dos indígenas com o homem branco.