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IMS Paulista abre ao público em 22 de agosto com programação especial

O IMS Paulista apresenta, pela primeira vez no Brasil, a famosa série “Os americanos”, de Robert Frank (1924), um dos nomes mais importantes da história da fotografia. A coleção, com 83 fotografias em cópias da década de 1980, pertence à coleção da Maison Européenne de la Photographie, de Paris, e é uma das poucas séries completas da obra de Frank.

A exposição apresenta também o projeto “Os livros e os filmes”, desenvolvido por Robert Frank em parceria com o renomado editor e impressor Gerhard Steidl. “Os americanos” é o resultado da jornada de Frank pelos Estados Unidos, em que percorreu quase todos os estados. Com ela, Frank inaugurou a fotografia de rua (street photography) e de estrada, livre de retórica e narrativas estruturadas. Uma ode poética que se tornou modelo e referência para artistas posteriores.

Paulistanos ganham novo espaço cultural: Paulista, 2.424
[/media-credit] Paulistanos ganham novo espaço cultural: Paulista, 2.424

Com curadoria de Samuel Titan Jr., Sergio Burgi e Gerhard Steidl, “Os americanos” e “Os livros e os filmes” formam um belo painel sobre o artista que retratou, compreendeu e expressou em profundidade a América e a geração beat nos anos 1950. Ao mesmo tempo, Robert Frank expandiu as fronteiras da linguagem da fotografia e do cinema na segunda metade do século 20.

Paralelamente, será realizada uma retrospectiva de toda a filmografia de Frank. Serão exibidos na própria sala de exposição e no cineauditório do IMS 25 títulos, entre curtas, médias e longas-metragens, a maioria em 35 mm e 16 mm. Entre eles, Pull My Daisy, filme inaugural de Frank, baseado em texto de Jack Kerouac.

Outra exposição é “CORPOACORPO” – de Bárbara Wagner, Garapa, Jonathas de Andrade, Letícia Ramos, coletivo Mídia Ninja e Sofia Borges – que exibe um recorte da produção brasileira contemporânea em fotografia, cinema e vídeo por meio de sete trabalhos desenvolvidos por artistas e coletivos em parceria com os curadores Thyago Nogueira, coordenador de fotografia contemporânea do IMS e editor da revista ZUM, e Valentina Tong (assistente).

Mais de 1.200 metros quadrados unicamente para exposições
Mais de 1.200 metros quadrados unicamente para exposições

Os artistas foram convidados a pensar sobre o retrato, individual ou coletivo, e sobre como as imagens podem nos ajudar a enxergar os conflitos sociais que emergiram no Brasil nos últimos anos. O mote da exposição é o uso do corpo como um elemento de representação social e atuação política – seja pela presença física e simbólica nos espaços públicos, seja como o veículo condutor da câmera, seja como lugar de expressão da individualidade, que aproxima e separa os indivíduos.

Entre as mostras que inauguram a nova sede do IMS, está a videoinstalação “The Clock”, do artista suíço-americano Christian Marclay, considerada uma obra-prima que recebeu o Leão de Ouro na 54ª Bienal de Veneza, em 2011, e desde então tem levado milhares de visitantes a dezenas de museus ao redor do mundo. Tem 24 horas de duração e é composta por milhares de cenas de cinema e televisão que fazem referência ao horário do dia. Em todos os casos em que a hora é mencionada ou surge na tela, seja em objetos de pulso, de bolso, em despertadores, em torres de igrejas ou até mesmo em relógios cuco, a cena está sincronizada com a hora local do espaço em que a obra está sendo exibida, combinando o tempo cinematográfico e o real.

Ainda a programação do IMS apresenta “São Paulo: três ensaios visuais”, com curadoria de Guilherme Wisnik. Trata-se de umaa projeção que inaugura o Estúdio, espaço que dá acesso digital ao acervo fotográfico do IMS. Com duração de aproximadamente 20 minutos, “São Paulo, três ensaios visuais” resgata os personagens da cidade, com fotografias feitas a partir de 1862, como as de Militão Augusto de Azevedo, passando pelo século 20, com imagens como as de Alice Brill, até chegar ao século 21 e às fotos de Mauro Restiffe, entre outros.

Sustentabilidade marca o projeto arquitetônico
Sustentabilidade marca o projeto arquitetônico

Já “Câmera aberta” é um projeto do artista alemão Michael Wesely iniciado em 2014 a convite do Instituto Moreira Salles, com curadoria de Thyago Nogueira, coordenador de fotografia contemporânea do IMS. Wesely instalou seis câmeras – quatro analógicas e duas digitais – nas fachadas dos edifícios vizinhos à obra do IMS Paulista, que capturaram continuamente imagens das quatro faces do novo centro cultural sendo construído. A técnica de captação das imagens foi desenvolvida pelo artista que também construiu as câmeras que permitem expor um mesmo negativo ao longo de muitos anos, condensando diversos momentos em uma única fotografia. As câmeras registraram a obra do IMS por quase três anos e foram desinstaladas ao final da construção, em 2017.

Para saber a programação completa, acesse www.ims.com.br e planeje sua visita. Vá com tempo!

Serviço
IMS Paulista
Avenida Paulista, 2.424
CEP 01310-300
Bela Vista – São Paulo
Tel.: 11 2842-9120