Exposições 4 anos atrás | Diogo Amorim

Artista dinamarquês faz sua primeira individual no Brasil

Ele apresentará obras inéditas produzidas no Rio de Janeiro especialmente para a exposição

por Revista FHOX
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Jesper Dyrehauge por Maria Lykke Bordorff.

Anita Schwartz Galeria de Arte apresenta, a partir de 14 de abril para convidados e do dia seguinte para o público, a exposição do artista dinamarquês Jesper Dyrehauge (1966), que faz sua primeira individual no Brasil. Com curadoria da também dinamarquesa Aukje Lepoutre Ravn, a mostra terá 22 obras inéditas, das quais 12 pinturas produzidas no Rio de Janeiro em residência de mais de um mês do artista, e dez fotografias.

Em um trabalho singular, Jesper Dyrehauge usa cenouras como pincel, que aponta em formas geométricas – círculos, triângulos, quadrados – e usa como carimbos na tela de linho cru. “É um método para escapar das hierarquias e narrativas da pintura tradicional, e que permite imprevistos e sutis padrões que emergem do trabalho”, explica o artista.

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Esculturas Fotográficas

No terceiro andar da galeria estará uma série de dez fotografias, medindo 45cm x 60cm cada, produzidas este ano. “As fotos pertencem a uma série contínua de esculturas fotográficas, em que utilizo pedras que encontro em caminhadas por diferentes praias na Dinamarca”, explica.

Cada pedra tem um furo natural, formado pelo tempo, único na forma, com tamanhos que chegam a dez centímetros de diâmetro. “Para a foto, cada pedra é posicionada no topo de uma pequena elevação de plástico colorido, sobre uma folha de papelão, em frente a uma outra folha de mesma cor. Desta forma, a imagem cria um espaço de primeiro plano e plano de fundo, com a pedra no centro. O furo em cada pedra – quando visto na frente do papelão colorido – aparece como um ponto de cor. A série de fotos torna-se, assim, uma linha de pontos coloridos, mais uma vez evocando uma topografia rítmica, uma vez que o olho segue os pontos, e uma linha horizontal que apartemente divide cada imagem”, explica o artista.

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Jesper Dyrehauge esteve no país por seis semanas em 2013 em uma pesquisa com a curadora Lotte Moeller, que dirigia com ele o espaço alternativo Die Raum, em Berlim, a que esteve ligado até meados do ano passado, em uma viagem apoiada pelo Conselho de Arte da Dinamarca. “Desde então quis expor no Brasil”, conta, “e a oportunidade surgiu quando conheci o artista Otavio Schipper, que fez a ponte com Anita Schwartz”.

Curiosidade: O título da exposição é o símbolo “~”, do latim, “que se refere a algo ‘ser similar’ ou ‘de mesma magnitude’ e, em inglês, lê-se como ‘proximidade’”, explica a curadora. “Dyrehauge direciona nossa atenção para o poder transformador do ato de repetição”, afirma.

Todas as imagens © Jesper Dyrehauge

Serviço

O que
“Jesper Dyrehauge – ~”
Quanto
Grátis
Onde

 

Anita Schwartz Galeria de Arte
Rua José Roberto Macedo Soares, 30, Gávea, Rio de Janeiro

 

 

Quando

Abertura: 14 de abril de 2016, às 19h
Exposição: 15 de abril a 21 de maio de 2016
Horário: 10h às 20h, de segunda a sexta, e das 12h às 18h, aos sábados

Outras infos

Telefones: 21.2274.3873 e 2540.6446

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